“É o exemplo que arrasta, não é o que a gente fala”! Esse é um dos muitos insights que surgiram durante a gravação do terceiro episódio da 2ª temporada do Descomplica Farmacast, cujo vídeo já está disponível no canal da Farma Contábil no YouTube.
O comentário que abre este artigo é de Luis Carlos Marins, sócio-diretor da Farma Contábil, que participou do podcast ao lado de Cirleia Morato, CEO da Único Contato, convidados para explorar o tema “Como liderar pelo exemplo”.
Para Marins, o líder não precisa ser bom, mas deve ser justo e imparcial, sem privilégios. A forma como o líder trata sua equipe e clientes, a ética e a credibilidade de seu nome são patrimônios inegociáveis.
Líder deve ser manter conectado à operação
Cirleia trouxe a importância de o líder se manter conectado com o dia a dia da farmácia e nunca abandonar completamente a operação. A equipe precisa respeitar o líder, e essa admiração é construída pela capacidade dele em demonstrar que sabe fazer o trabalho e que entende as dores de seus colaboradores.
A descrença de muitos proprietários em seus funcionários é uma dor frequente no varejo farma. Contudo, a base para uma equipe engajada reside na definição de um propósito claro para a empresa, que vai além do lucro. Marins e Cirleia concordam que o dinheiro é um objetivo, mas não um propósito central. Uma empresa com um propósito bem-definido, atrai e retém pessoas que acreditam nos mesmos valores.
Para Cirleia, liderança “não é cargo, é escolha”. Um líder natural é aquele que as pessoas procuram para resolver conflitos ou pedir conselhos. “Liderança é amar o outro de forma genuína, buscando fazê-lo se sentir melhor e com capacidade de realizar seus sonhos. É um ato de doação verdadeira”, diz ela.
Para os convidados do podcast, a liderança pode ser desenvolvida, principalmente, por meio do autoconhecimento. Um líder precisa cuidar de si primeiro para depois ajudar o outro. Esse equilíbrio emocional é vital, especialmente em ambientes de pressão como as farmácias, aonde os clientes já chegam fragilizados. A sensibilidade e o discernimento são cruciais para entender as dificuldades dos funcionários e não cair na vitimização.
Comunicação e verdade na liderança pelo exemplo
A comunicação assertiva é vital. Para Cirleia, ser autêntico, demonstrando como se sente, constrói um ambiente de confiança, diferentemente da antiga ideia de que o líder precisa fingir estar bem para motivar a equipe. Essa autenticidade, aliada ao autoconhecimento, permite que o líder seja um “canal de bênção” na vida do outro.
A confiança é outro fator-chave: pesquisas indicam que apenas 20% dos funcionários confiam fortemente em sua liderança, mas, quando confiam, o engajamento e a motivação podem aumentar em até 70%. Muitos funcionários vêm de experiências anteriores tóxicas e chegam com “dores”. Cabe ao novo líder entregar primeiro, demonstrando a cultura e a verdade, e entender que a lealdade é uma via de mão dupla.
A liderança pelo exemplo exige autenticidade, propósito claro, cultura organizacional forte, investimento no autoconhecimento, desenvolvimento da equipe e a capacidade do líder de inspirar cada colaborador a realizar seus próprios sonhos, construindo um “sucesso para nós”, frase popularizada por Cirleia, que já se tornou sua marca.







