Saiba como pagar menos imposto dentro da legalidade

Três farmácias de três estados diferentes do Brasil comprovam que é possível reduzir o valor da guia mudando do Simples para o Lucro Real.
Saiba como pagar menos imposto dentro da legalidade
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Quando o assunto é melhorar os resultados financeiros de uma farmácia, muitos empresários pensam imediatamente em cortar despesas operacionais, renegociar contratos de energia, reduzir a folha de pagamento ou até mexer no sortimento de produtos, mas não pensam no imposto que está sendo pago mensalmente.

“Embora essas estratégias possam ajudar, existe um ponto frequentemente negligenciado e que pode gerar impactos muito mais relevantes: a economia tributária feita de forma estratégica e totalmente legal. O planejamento tributário adequado tem potencial para transformar completamente a saúde financeira de uma farmácia ou de um grupo de lojas”, explica Bruno Moura, contador e consultor tributário da Farma Contábil.

Por que buscar economia tributária?

O principal objetivo não é “driblar” impostos, mas pagar menos tributos dentro da legalidade, respeitando a legislação vigente. Quando bem executada, a economia tributária aumenta diretamente a lucratividade da farmácia, melhora o fluxo de caixa, permite maior distribuição de dividendos aos sócios, cria espaço para reinvestimentos e expansão e impacta positivamente a qualidade de vida do empresário.

Na prática, muitos empresários buscam reduzir custos onde o impacto é limitado, enquanto a carga tributária costuma ser uma das maiores despesas do varejo farmacêutico e, muitas vezes, mal estruturada.

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Desorganização fiscal e riscos ocultos

É bastante comum que redes de farmácias cresçam abrindo novas lojas com CNPJs distintos, operando em regimes tributários diferentes, como Simples Nacional e Lucro Presumido. Essa estrutura, embora pareça simples no início, costuma gerar uma série de problemas, entre eles, confusão fiscal e contábil, falhas no controle de estoque, dificuldades na transferência de mercadorias entre lojas, passivos tributários e fiscais, riscos trabalhistas e previdenciários, entre outros.

Uma das estratégias mais eficazes para organizar a empresa é reestruturar os CNPJs em um modelo de matriz e filial, aliado à migração para o regime do Lucro Real. No varejo farmacêutico, essa mudança faz muito sentido porque a lucratividade média do setor costuma ser inferior a 8%. Quando a tributação é calculada sobre o faturamento — como ocorre no Simples Nacional e no Lucro Presumido —, o empresário acaba pagando imposto mesmo quando a margem é apertada.

No Lucro Real, os tributos incidem sobre o lucro efetivo, o que traz vantagens importantes, especialmente para grupos com mais de uma loja. Um benefício crucial é a possibilidade de compensar o prejuízo de uma unidade com o lucro de outra, gerando economia tributária para o grupo como um todo.

Além da economia direta, o Lucro Real também oferece um alívio significativo no fluxo de caixa. No Simples Nacional, os impostos são concentrados em uma única guia, geralmente com vencimento próximo ao dia 20, o que pode gerar tensão financeira. Já no Lucro Real, os impostos são apurados e pagos de forma separada, proporcionando mais previsibilidade e fôlego financeiro.

Casos reais que comprovam os resultados na redução do imposto

Os resultados da economia tributária vão muito além da teoria. Um cliente Santa Catarina, com quatro lojas, migrou do Presumido e do Simples Nacional, para o Lucro Real. Após o planejamento tributário da Farma Contábil, a economia média mensal no pagamento de impostos foi 67 mil reais, e o faturamento aumentou cerca de 10%. No fim de 12 meses, essa farmácia já havia economizado 800 mil reais.

Já um cliente do Ceará, com duas lojas, após a migração para o Lucro Real, obteve uma economia mensal de 31 mil reais. Em 10 meses, essa economia chegou a 310 mil reais. Por fim, vale a pena mencionar um cliente do Distrito Federal, que cresceu 20% e economizou quase 2 milhões de reais em 30 meses no Lucro Real.

“Toda essa economia tem impacto direto na vida do empresário. Nosso cliente do Distrito Federal, por exemplo, realizou o sonho de viajar com a família para os Estados Unidos”, conta Bruno.

Economia tributária é estratégia, não improviso

Esses exemplos mostram que economia tributária não é um ajuste pontual, mas uma estratégia estruturada, que exige conhecimento profundo do varejo farmacêutico, da legislação e da realidade operacional das farmácias.

Mais do que pagar menos imposto, trata-se de organizar a empresa para crescer com segurança, sustentabilidade e tranquilidade.

Se a sua farmácia ou rede ainda não passou por um planejamento tributário estratégico, talvez você esteja deixando dinheiro na mesa, um mês atrás do outro.

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