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7 perguntas sobre o ponto comercial que você precisa fazer antes de abrir a farmácia

7 perguntas sobre o ponto comercial que você precisa fazer antes de abrir a farmácia

Pode parecer loucura abrir um negócio durante uma pandemia como a que estamos vivendo, mas, para o varejo farmacêutico, o momento apresenta-se como uma grande oportunidade. Muitos pontos comerciais estão vagos e com preços atrativos. Mas, atenção! Você não deve abrir uma farmácia apenas porque há um ponto vago numa rua que você acha adorável. A pandemia é temporária, e não se deve analisar o ponto a partir de uma situação temporária, alertam especialistas.

Há uma máxima que diz: “ponto não é imóvel”. Portanto, você deverá analisar vários fatores, como público-alvo, qualidade de acesso, deslocamento, topografia, densidade demográfica. Existem perguntas que você não pode deixar de se fazer, entre elas, o modelo de negócio que vai adotar – preço ou serviço – e os diferenciais que vai oferecer.

A tecnologia pode dar um grande suporte. Atualmente, o varejo utiliza com frequência ferramentas de geomarketing para tomar decisões importantes.

Para ajudar você no desafio de escolher o melhor ponto para a sua farmácia, separamos sete perguntas que, em geral, os empresários se fazem. Dessas, uma delas é voltada para a tal “situação temporária” que estamos vivendo. Veja a seguir!

#1 Em meio à pandemia de coronavírus, devo abrir uma farmácia em shopping center?

Há especialista que desaconselham, porque dificilmente alguém vai a shopping center comprar medicamento. Outro ponto é que se trata de um negócio dentro de outro, ou seja, você vai depender da estratégia do shopping para fazer a sua. Igualmente como montar uma farmácia em um posto de gasolina, por exemplo. Qual o preço do combustível? Se for acima do mercado, ninguém vai parar o carro para abastecer e você corre o risco de ficar com a loja às moscas. Outro exemplo: farmácia dentro de supermercado. Se o preço dos produtos estiver acima da concorrência, quase ninguém vai entrar e você vai ficar sem cliente. Existem alguns cases de sucesso, mas são farmácias de rede que usam o ponto do shopping para dar visibilidade à marca entre o público-alvo. Além de tudo isso, o custo da loja alocada em um shopping center é múltiplo: aluguel, condomínio, taxas referentes a datas festivas, como Natal, Dia das Mães etc., mas, em geral, a drogaria não se beneficia, porque há restrições em promoções com medicamentos. Então, pense bem antes de tomar sua decisão.

#2 Como a inteligência geográfica de mercado ajuda na hora de escolher o ponto comercial da minha farmácia?

A inteligência geográfica de mercado leva em consideração localização, público-alvo, renda, potencial de consumo, concorrência, áreas de maior concentração comercial e várias outras informações e dados que são relevantes no momento de escolher o ponto comercial. Hoje em dia, essa análise é feita por softwares altamente eficazes, como o aplicativo OnMaps, da empresa Geofusion, referência em geomarketing para varejo. Com uma análise mercadológica completa, você toma decisões mais acertadas e minimiza os riscos de abrir o negócio no lugar errado. A geolocalização vai indicar qual o melhor quarteirão para o seu negócio.

#3 Que características são mais relevantes na hora de escolher o ponto comercial da minha nova drogaria?

Comece entendendo que “ponto não é imóvel”, e quem diz isso é Victoria Nascimento, gerente de Expansão da Farmarcas. Muitas vezes, o empresário pensa ter um ponto incrível, mas ele está apenas referindo-se ao imóvel e não ao ponto em si.  E não é porque você mora perto do imóvel ou porque ele pertence a um familiar que será bom para o seu negócio. Nesse momento, é importante ter a mente aberta para análises mais profissionais, como a que citamos anteriormente. Conhecer o potencial de mercado é fundamental.

#4 Que problemas posso ter quando escolho mal o ponto comercial da minha farmácia?

Errar no ponto é sentenciar o negócio à morte. Você não muda o bairro nem a rua de lugar. Se você errar no ponto, conseguirá mexer da porta para dentro, no máximo na fachada. Vai conseguir alterar mix e preço, por exemplo, mas a localização será sempre a mesma. Por isso, cuidado com promessas futuras, como novas áreas residenciais ou empreendimentos que prometem clientela. Farmácia é conveniência. Na dúvida, é melhor não abrir.

#5 Vale a pena abrir uma drogaria numa rua movimentada, porém sem estacionamento?

Apenas o fluxo de pessoas não garante a qualidade do ponto comercial. Se o cliente não tem onde parar o carro, ele vai para a próxima drogaria. O Brasil possui, em média, 80 mil farmácias, ou seja, uma para cada 2,7 mil habitantes. Dificilmente não existir um ponto de venda a cada 200 metros. Portanto, na hora de escolher o ponto, avalie com muita atenção a facilidade de acesso do cliente à loja. Qualquer desvio, por menor que seja, pode fazê-lo desistir de comprar na sua drogaria.

#6 O que fazer se minha farmácia agora está num local inseguro e violento?

Quanto ao imponderável, não há muito o que fazer. No entanto, certifique-se de que a análise do ponto feita no momento de abertura do negócio se repita de tempos em tempos. Dessa forma, você acompanha as transformações que fatalmente ocorrerão no local, pois nada acontece da noite para o dia. Uma dica importante é conhecer o Plano Diretor Municipal da sua cidade, que traz as diretrizes de crescimento da região e regras de zoneamento. Às vezes, uma simples mudança no sentido da rua pode afetar o seu negócio. Por outro lado, se você já recuperou o investimento e chega à conclusão de que não vale mais a pena ficar onde está, mude de lugar.

#7 No que se refere à visibilidade, quais obstáculos mais comprometem a fachada da drogaria e que devem ser levados em conta no processo de escolha do ponto?

São vários, como tamanho da loja, número de portas – o recomendado é sempre ter no mínimo duas –, ponto de ônibus, ambulantes e moradores de rua logo em frente, muita incidência de luz solar, entre outros.

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