5 erros que minam o lucro da sua farmácia

O acompanhamento estratégico da rotina contábil é essencial para a contenção de despesas e o aumento da lucratividade em seu negócio.
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5 erros que minam o lucro da sua farmácia
Sumário

A margem de lucro da farmácia costuma ser apertada. Se você atua no ramo, sabe do que estamos falando. No entanto, é possível garantir um lucro que justifique manter o negócio em funcionamento. Para isso, você, empresário, precisa identificar quais processos estão comprometendo o fluxo de caixa e reduzindo o seu lucro. Confira uma lista com os cinco principais erros e como corrigi-los.

1 – Fazer o planejamento tributário de forma errada

O gerenciamento eficiente de impostos é fundamental para a redução de custos e o aumento nos recursos disponíveis no caixa de qualquer empresa. Não é diferente com a farmácia. Segundo o contador da Farma Contábil, Bruno Moura, escolher um regime tributário que não esteja alinhado ao perfil do negócio é o principal erro cometido pelos gestores das drogarias, fato que compromete os rendimentos.

No Brasil, atualmente, existem três tipos de regimes tributários: o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. Em resumo, o Simples é obtido a partir de uma porcentagem que recai sobre o faturamento. O Lucro Presumido é um lucro fixado a partir de percentuais padronizados aplicados sobre a receita operacional bruta. Assim, por não se tratar do lucro contábil efetivo, mas uma mera aproximação fiscal, denomina-se de Lucro Presumido.

Quanto ao Lucro Real, muitos acreditam que seja o mais indicado para o varejo farmacêutico, considerando que os tributos são dimensionados a partir dos resultados reais da farmácia. Nesse sentido, aspectos como o crédito de compra, gastos com eletricidade, despesas com locação e demais situações diárias podem ser aproveitadas para abatimento na carga tributária. Assim, pode-se dizer que a apuração das taxações ocorre de forma mais justa.

Então, toda farmácia deve optar pelo Lucro real?

Na maioria dos casos sim, mas há exceções que devem ser observadas conforme a estrutura da empresa e o suporte de um contador. Bruno ressalta três condições que ajudam a nortear o melhor caminho para a definição de um regime. São elas:

  • Faturamento: leva-se em consideração a soma total do capital financeiro que foi obtido pela empresa em um determinado período ou a quantia prevista a ser faturada. Se for acima do teto permitido para o Simples Nacional, não resta outra opção que não seja o Lucro Presumido ou Lucro Real;
  • Folha de pagamento: considera-se a remuneração, as atividades exercidas pelos colaboradores, os impostos aplicados e os benefícios concedidos durante a análise para verificar se vale a pena optar pelo Lucro Real. Quanto maior a despesa com folha de pagamento, maior deve ser a lupa da empresa para uma melhor escolha tributária. Empresas com custos altos de folha de pagamento podem ter no Simples Nacional uma melhor opção tributária;
  • Lucratividade: ela está diretamente ligada à escolha do regime tributário ideal. Quanto maior for a lucratividade maior será o IRPJ e a CSLL a serem pagos no Lucro Real, por exemplo. Para uma empresa que está dando prejuízo, pode ser um mau negócio estar no Simples Nacional, pois, nesse caso, por exemplo, o imposto é calculado sobre o faturamento e não sobre a lucratividade. Se ela estivesse no Lucro Real, não pagaria IRPJ nem CSLL.

Acesse o Simulador Tributário da Farma Contábil e conheça qual regime é o melhor para sua farmácia.

Como destaca o especialista, a troca de um regime por outro mais adequado ao perfil da farmácia possibilita a economia de dinheiro e a redução de esforços.

2 – Não ter um sistema de classificação de produtos

A legislação de classificação de produtos farmacêuticos passa por atualizações constantes, como a mudança da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Nesse sentido, a implementação de softwares e sistemas que auxiliam na classificação tributária correta das mercadorias é primordial para que sejam aplicadas alíquotas corretas em cada produto. Se você tiver um produto com um código errado, pode estar pagando imposto a mais do que devia.

A aquisição dessas ferramentas de automatização não pode ficar em segundo plano, uma vez que são baratas na comparação com outros custos do estabelecimento. “O valor de um sistema desses costuma variar de R$ 150,00 a R$ 300,0. Tê-los é como pagar conta de luz. Se não tiver, sua farmácia não funciona. Economizar no controle pode significar perder muito dinheiro pagando imposto além do que devia”, comenta.

Assista: Farmácia passou a ECONOMIZAR R$ 37 mil/mês 😨💰com IMPOSTOS | Descomplica Farma (Ep. 16)

Quais são os prejuízos de não investir em ferramentas adequadas?

A lista é extensa. Durante a venda de um produto farmacêutico, pode ocorrer um erro, e a nota fiscal do cliente não ser emitida ou algum produto estar classificado de forma equivocada, ocasionando consequências como multas durante uma fiscalização, por exemplo.  Um dos maiores inconvenientes é pagar impostos sobre itens monofásicos, ou seja, aqueles que fazem parte de uma cadeia produtiva em que o fabricante é responsável pelo pagamento do PIS e das COFINS, ou seja, não há custo para a farmácia com esses dois tributos.

3 – Não ter controle de estoque afeta lucro da farmácia

Independentemente do porte da empresa e do regime tributário, qualquer farmácia precisa ter o controle de estoque. Além de ser importante para as operações internas, que vão desde os registros de vencimento até o extravio de mercadorias, anualmente, a apuração do inventário é uma obrigação legal, passível de multa quando descumprida.

Fator decisivo no Lucro Real

Nesse regime, o saldo do estoque impacta diretamente na apuração dos tributos. Para entender melhor, Bruno detalha como é definido o custo da mercadoria vendida: “Nós pegamos o estoque inicial da farmácia, somamos às compras de mercadoria e diminuímos do estoque final. Essa fórmula fornece o custo contábil. Esse valor é o que vai entrar no balancete e definir a lucratividade da empresa. Sobre ela, o Imposto de Renda e a Contribuição Social serão estabelecidos”, explica.

4- Não entender o peso da folha de pagamento nos custos

Variando entre o segundo e o terceiro principal custo no varejo farmacêutico, a folha de pagamento e seus elementos precisam ser verificados detalhadamente para equilibrar a rentabilidade do negócio. Atualmente, ainda existem estabelecimentos que realizam o controle de ponto dos funcionários manualmente ou simplesmente não o fazem. Fazer o controle é de grande relevância porque possibilita o monitoramento de faltas, contribui para a pontualidade e determina o pagamento justo de horas extras, sem a farmácia gastar além do que realmente deve.

Outro fator que merece atenção é o percentual de comissão desproporcional ao tamanho da empresa. Bruno sugere uma distribuição estratégica entre as comissões e a implantação do pagamento a partir de metas premiadas, que favorecem tanto os colaboradores quanto os administradores.

5 – Não enviar informações para a contabilidade prejudica lucro da farmácia

Quando a farmácia não envia de forma honesta, regular e organizada seus registros para o serviço de contabilidade, torna-se inviável diagnosticar os motivos que podem estar minando o fluxo de caixa e a lucratividade da empresa. Extratos bancários, faturas de cartão de crédito e tudo o que está envolvido na rotina financeira precisam ser encaminhados para o contador, para que ele conheça a realidade do negócio e tome decisões positivas com base nos relatórios contábeis. Quem se beneficia disso? A farmácia, que verá sua margem de lucro crescer.

Você pode assistir a esse conteúdo no canal da Farma Contábil no YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=zaVlEyIro4s
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